
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas divulgou a lista dos 10 países em que a liberdade de imprensa mais sofreu retrocessos em 2012. Para elabora-la, o CPJ analisou os seguintes critérios: Mortes, prisões, legislação restritiva, censura estatal, impunidade em ataques contra a imprensa e jornalistas levados ao exílio.
Nações que integram a lista: Brasil, Equador, Síria, Somália, Irã, Vietnã, Etiópia, Turquia, Paquistão e Rússia.
O que órgão falou sobre o Brasil?
“Quatro jornalistas foram assassinados no Brasil em 2012, superando a cifra registrada no ano anterior e convertendo o país no quarto mais letal do mundo para a imprensa durante o período. Seis dos sete jornalistas mortos nos últimos dois anos haviam noticiado a respeito de corrupção oficial ou crime e todos, com exceção de um, trabalhavam em áreas interioranas. O sistema judiciário brasileiro não conseguiu acompanhar o ritmo.
A censura judicial permaneceu um problema no Brasil, onde empresários, políticos e funcionários públicos entraram com centenas de ações judiciais alegando que jornalistas críticos ofenderam sua honra ou invadiram sua privacidade.
O Brasil também não apoiou a liberdade de imprensa no cenário global. Em março, as objeções levantadas pelo país e um pequeno número de outras nações quase frustraram um plano da ONU para melhorar a segurança de jornalistas e combater a impunidade em todo o mundo. Três meses depois, o Brasil apoiou uma ofensiva liderada pelo Equador para enfraquecer a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e sua relatoria especial sobre liberdade de expressão.”
O CPJ ainda divulgou um vídeo bastante esclarecedor. Assista:
A censura é um fator demasiadamente limitante na atuação de um jornalista. Capaz de neblinar a verdade e os fatos, torna-se um risco ao exercício da cidadania plena.
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