
No sistema capitalista há a predominância de uma alienação marcada pelo consumismo exacerbado. Multinacionais,
conglomerados comerciais e TV propagam uma noção sombria onde a absorção de supérfluos sobrepuja a felicidade plena.
Com a ascensão do capitalismo mercantil a partir das grandes navegações, os centros consumidores expandiram-se, fazendo com que o consumismo originasse uma alternativa preguiçosa para a obtenção de uma vida repleta de hedonismos.
No Brasil, diariamente, mais de 30 milhões de pessoas prestigiam à televisão aberta. Influenciados por ações publicitárias, indivíduos vão ao encontro de um padrão existencial destruidor. Abdicar utopicamente da realidade torna-se uma atitude trivial.
Em sua obra “A Ditadura da Beleza”, Augusto Cury discorre sobre as consequências da repressão imposta pelos modelos sociais. Jovens, alucinados, se auto-mutilam em nome do protótipo global.
“Ser ou não ser?”, perguntou o enigmático Hamlet, personagem do livro homônimo de William Shakespeare. Transpondo esta indagação para o panorama atual, fica perceptível que a humanidade deixou de ser, existir, para se transformar em um mero robô consumista.

