
Um bilhão de fumantes no mundo, trezentas mil mortes anualmente, todo dia, três mil jovens aderem ao vício. Números demasiadamente preocupantes, devastadores, assustadores. Seria o cigarro um assassino em série?
“O cigarro faz neblina de meus pensamentos“, afirmou a célebre autora Catharine Lim. Metaforicamente, a escritora fez alusão à uma das principais consequências que o cigarro causa no ser humano, redução do coeficiente intelectual. Segundo estudos da Universidade de Michigan, o tabaco afeta a capacidade de raciocinar dos indivíduos.
Pesquisas constataram que a nicotina, em apenas oito segundos, tem um potencial para viciar comparado ao da heroína. A substância movimenta bilhões de dólares por ano, causando envelhecimento precoce, aumento de risco de catarata e câncer de boca. Além disso, os problemas pulmonares e cardiovasculares tornam-se inevitáveis.
Dando lucro ao capitalismo, o cigarro destrói vidas, corrompe sonhos, dissipa esperanças. Para erradicar este mal, é necessário restringir a sua venda, conscientizar a população e investir em programas de reabilitação. Tabaco, mais do que um vício, um trucidador da sociedade contemporânea.
