
Na última quinta-feira, 28, Dilma Rousseff sancionou a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O 39º ministério possui impacto orçamentário anual de R$ 7,9 milhões.
Os aliados do governo comemoraram esta nova possibilidade de ampliar os apoios políticos. A oposição, por sua vez, fez duras críticas. Valdir Raupp, presidente do PMDB, comentou sobre o assunto: “Não sou contra a micro e a pequena empresa, sou contra a criação de novo ministério. Fiz um levantamento pelo mundo e constatei que, nos países desenvolvidos, o número máximo de ministérios é 18. Não há nenhum que ultrapasse isso. Aqui temos 39, é mais do que o número de partidos”. O senador Aloysio Nunes foi categórico: “Um desperdício de dinheiro público. Para quê mais um ministério? A resposta é: para fazer campanha eleitoral.”
Para ganhar preciosos minutos na propaganda eleitoral, o PT almeja conquistar uma maior quantidade de “parceiros”. Mesmo que, para tal objetivo, o dinheiro dos contribuintes seja utilizado na elaboração de novos e dispensáveis ministérios. A dança das cadeiras também fará parte do pacote de táticas. A impressão que fica é que o governo constrói um aparato grandioso, marcado por vultuosos gastos e um único alvo, a reeleição da presidente.
Daniel Jelin, da Veja Online, fez uma plausível observação: “O inchaço do primeiro escalão é um marcador poderoso de atraso. Quanto maior o ministério, menos eficiente é a gestão. Mais instável o governo. Hiperministérios são tanto a marca de países subdesenvolvidos, como um fator considerável de paralisia gerencial.”
Confira o avanço no número de ministérios desde a presidência de Getúlio Vargas:
- Getúlio Vargas – 13
- Juscelino Kubitschek – 13
- Ernesto Geisel – 20
- João Figueiredo – 16
- Sarney – 25
- Collor – 17
- Itamar Franco – 19
- Fernando Henrique Cardoso – 24 / 26
- Lula – 24 /24
- Dilma Rousseff – 39
Vale ressaltar: Tendo uma população de mais de 310 milhões de habitantes, o Estados Unidos conta apenas com 20 ministérios.



escolas vivem em situações precárias. Faltam professores e educação de qualidade. No Brasil, é preferível investir em uma paixão, o futuro dos estudantes não faz parte dos planos.
