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Dani Moreno assina com a Globo e é confirmada em “Salve Jorge”


Depois de viver a estudante Marta em “Amor & Revolução”, a atriz Dani Moreno acaba de assinar contrato com a Rede Globo e está confirmada no elenco de “Salve Jorge”, próxima novela de Glória Perez.

Com estreia prevista para outubro deste ano, o folhetim substituirá “Avenida Brasil” e falará sobre tráfico de pessoas.

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“Amor & Revolução” com um pé na realidade


Ainda que sejam obras de ficção, as novelas sempre têm personagens e situações que lembram à vida real.

No caso de uma trama baseada na história do País, fica mais fácil encontrar as semelhanças.

No folhetim, que se passa durante a Ditadura Militar (1964-1985), o grupo de teatro Vanguarda vai reviver momentos do teatro de protesto que marcou o período.

- Eles montam uma coletânea de textos sobre a liberdade, que é uma alusão ao espetáculo “Liberdade, Liberdade”, do Millôr Fernandes, diz o autor Tiago Santiago.

O ator Carlos Artur Thiré, que interpreta Chico Duarte, o diretor do grupo, conta que, assim como aconteceu com várias montagens, o espetáculo do grupo não poderá ser apresentado.

- Fazemos um ensaio aberto para a censura, que embarga a peça, adianta. Para driblar o regime, o teatro Vanguarda vai recorrer a metáforas.

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Erros grosseiros de fatos históricos desqualificam “Amor & Revolução”


A novela do SBT, Amor e Revolução, escrita por Thiago Santiago, é uma coleção de erros grosseiros de fatos históricos que desqualificam seu conteúdo. Isto para não falar de diálogos tão primários que não estão à altura nem dos personagens e nem dos atores.

Cenas de tortura no hospital do exército do Rio nunca existiram na realidade. O comandante daquele hospital, médico e general Galeno, jamais permitiu que tais fatos ocorressem em seus domínios. Muitas foram as vezes em que o general Galeno enfrentou torturadores que queriam matar presos dentro do hospital. Existe até um caso histórico de um preso político, que foi torturado e morto nas salas de tortura, e que foi levado para o hospital do exército para que o general Galeno atestasse que o preso chegou vivo e morreu lá. E o general Galeno não apenas não permitiu isso, como fez uma autópsia primorosa, mostrando 53 marcas de tortura no corpo do preso. Isto tudo é atestado pela família do próprio preso e famílias de outros presos. O general Galeno foi  um dos poucos e raros militares que enfrentou torturadores. Também nunca se usou o sódio pentatol nas dependências do hospital do Exército. O tal sódio era usado no sítio 31 de março, local de tortura em Parelheiros, em São Paulo, e também na Casa da Morte, que ficava lá no Rio, em Petrópolis.

Também existia uma clínica na avenida Santo Amaro, em São Paulo, comandada por um tal de dr.Abrão, que permitia abusos dos torturadores.

Outro erro grosseiro foi mostrar um oficial do Exército, no dia da revolução, como se fosse infiltrado no movimento estudantil. Isso não era o perfil do Exército. O que aconteceu logo depois da revolução foi que o Exército plantou uma mulher que era policial do DOPS, que tinha apelido de Maçã Dourada, para ser namorada de José Dirceu.

Também não existe na história do Brasil nenhum relato de que oficiais tenham determinado o sequestro de crianças filhos de presos, para entregá-los a outras famílias. Isso aconteceu na Argentina, e muito, e o caso lá mais conhecido foi dos filhos da dona do jornal El Clarin, que se recusa a fazer exame de DNA para provar que os filhos são seus de verdade.

Em outro momento, alguém fala do poder de Costa e Silva, mas o poder era de Castelo Branco, primeiro presidente do Brasil em 1964. Costa e Silva, naquele momento, nada mandava. Nem naquele momento e nem depois quando foi presidente, pois era apenas um boneco na mão de três generais que realmente mandavam no poder e que ocuparam seu lugar quando ele ficou impedido.

Outra falsidade da história é a criação imediata dos centros de tortura. Ora, os tais centros de tortura foram institucionalizados em 1969, com a criação da OBAN, Operação Bandeirante, financiada por grandes empresários de multinacionais e brasileiros, que davam muito dinheiro para os torturadores matarem presos políticos.

Depois da OBAN é que foi criado o DOI CODI, o mais terrível centro de torturas, que não existia apenas em São Paulo, mas em todas as regiões militares do Brasil. Em Brasília ele tinha o nome de PIC. Comandando esses centros de tortura estava o então famoso e temido general Canavarro.

Existiu até um fato histórico quando um general fardado foi impedido de entrar no DOI CODI do Paraná por um major, que sem farda, mas pertencente ao DOI CODI, mandava mais que um general.

Foi o começo da inversão de hierarquia e valores, que só foi corrigida com a postura do então general Geisel, que enfrentou e exonerou os torturadores, tanto os pequenos quanto os generais que os acobertavam. A atitude de Geisel aconteceu depois que um grupo do DOI CODI tentou invadir o Palácio dos Bandeirantes para sequestrar um arquiteto amigo do governador Paulo Egydio Martins, que estava lá escondido. Naquele momento, Geisel percebeu que tinha perdido o controle da tropa e decidiu limpar a tropa. Aquele foi o fato histórico da maior importância para a atual democracia.

O pior ainda dessa novela cara e com boa direção e excelentes atores, é que colocam no final de cada capítulo um relato de um antigo preso ou torturado político, como que atestando tudo que foi escrito na novela. Eu tinha escrito anteriormente que uma novela desse porte poderia ter erros técnicos ou de produção que deveriam ser relevados, diante de uma novela de peso histórico que seria esta. Aconteceu que a direção é muito boa, os atores são muito bons. Até a parte técnica, que foi mediana em outras novelas do SBT, desta vez se faz boa. E acabaram errando no mais fácil, que é levantar fatos históricos verdadeiros, para mostrar uma novela verdadeira, e não um arremedo da fantasia de um autor que se mostra sem condições de ser autor de tal monta, nem demonstra texto digno da história ou dos atores de tão grande excelência que estão interpretando a novela.

Tenho até certeza que Thiago Santiago não tem conhecimento real histórico para contar a trajetória verdadeira do delegado Sergio Paranhos Fleury, na novela citado como dr. Aranha. Fleury era o delegado da divisão de ordem política do DOPS. Num determinado dezembro, o delegado prendeu Shizuo Ozawa, lendário oposicionista armado. Foi Shizuo levado para o DOPS, para ser interrogado por Fleury. O DOI CODI então descobriu a prisão e requisitou que Fleury mandasse imediatamente Shizuo para o DOI CODI. Fleury se recusou a mandar Shizuo para o DOI CODI. Foi então que a tropa do DOI CODI invadiu o DOPS para sequestrar Shizuo. Ao ver tal situação, Fleury foi até onde estava Shizuo, fez com que o preso deitasse no chão e saltou sobre o peito do mesmo partindo-lhe as costelas. Os comandantes do DOI CODI, vendo seus desejos de ter posse de Shizuo frustrados, tinham tanto poder que fizeram com que o comando da polícia transferisse Fleury para uma delegacia nos arrabaldes e lhe tirasse o poder no DOPS. Fleury era ligado à Marinha e ao CENIMAR, Centro de Informações da Marinha. Então a Marinha conseguiu que Fleury voltasse ao DOPS. Desde então, passou a existir uma concorrência direta entre DOPS e DOI CODI.

James Akel

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‘Amor e Revolução’ tem boa história e nenhuma dramaturgia


'Amor e Revolução' fala sobre a época da ditadura militar. Foto: SBT/Divulgação

Foram poucas as vezes que a ditadura militar brasileira foi tema de telenovelas, caso de Amor e Revolução, que o SBT estreou segunda passada. Em 1993, a Globo chegou a exibir Anos Rebeldes, em dimensões de minissérie. E a Record apresentou em 2006 a novela Cidadão Brasileiro que, em uma de suas fases, tinha os Anos de Chumbo como pano de fundo. E, claro, antes disso muitos folhetins falaram metaforicamente da ditadura. Uma maneira de ludibriar a censura tacanha com críticas veladas ou mais escancaradas, como na fantástica Saramandaia, de 1976.

Outras produções não tiveram a mesma sorte e foram totalmente vetadas, a exemplo deRoque Santeiro, em 1975. Mas, em sua maioria, eram mutiladas com cortes de cenas ou de capítulos inteiros, a exemplo de Irmãos Coragem, de 1970, O Bem-Amado, de 1973, Gabriela, de 1975, Guerra dos Sexos, de 1983, Vereda Tropical, de 1984, entre muitas outras.

Amor e Revolução vai demorar um pouco para engatar. Os primeiros capítulos, como é costumeiro acontecer, simplesmente apresentam os personagens e prenunciam o que vai acontecer. O episódio de estreia, em especial, foi uma grande “trailer” no qual o autor Tiago Santiago e o diretor Reynaldo Boury tiveram de socar todos os acontecimentos que antecederam o golpe de Estado. Evidentemente tudo ficou confuso, superficial e sem grande verdade histórica.

Mas ficção não é documento e a novela não tem a menor obrigação de ser um relato fidedigno do que houve no Brasil – e no mundo – nos anos 60 e depois. E também fica como licença poética uma série de equívocos na reconstituição de época, como a ausência do rádio como o meio de comunicação mais difundido, um figurino e uma cenografia um tanto frouxos, locações duvidosas e um elenco mais do que corpulento para uma década onde quase todos eram magrinhos e de cara chupada. Os corpos obesos ou malhados de 2011 dão outro visual.

Também fica por conta do “estilo de época” as explosões espetaculares provocadas por granadas de mão com a força de bombardeio aéreo. E tiroteios de dar inveja a um Duro de Matar. Felizmente perseguições de carro ficaram de fora, assim como devem ficar longe do vídeo o merchandising mais descarado.

Nada disso é problema de verdade em um bom folhetim. O que incomoda realmente em Amor e Revolução é quase completa ausência de dramaturgia, aqui entendida como a totalidade dos recursos narrativos e interpretativos que autor, diretor e elenco dispõem. Isso ficou claro na preferência da edição em diálogos dos personagens em plano e contraplano, quer dizer, em imagens isoladas dos atores, que não interagem em um mesmo enquadramento. Em resumo, faltou contracenar.

Mauro Trindade – Portal Terra

 

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Militares fazem abaixo-assinado pedindo cancelamento de “Amor e Revolução”


http://natelinha.uol.com.br/img/pag/315x265/img20110409161633.jpgA novela “Amor e Revolução” vem rendendo na internet, apesar de a audiência ainda estar aquém do esperado na TV.

Desta vez, um portal militar resolveu fazer um abaixo-assinado contra a novela de Tiago Santiago, que aborda o período da ditadura militar no Brasil.

Os donos do site querem que a trama seja proibida de ir ao ar no SBT.

No texto, os autores dizem que “é óbvio que o governo federal através da comissão da verdade, recém criada, está participando do acordo em exibir a novela Amor e Revolução no SBT. Parece-nos que se trata de um acordo firmado com o empresário Silvio Santos, visando o saneamento do Banco Panamericano do próprio empresário. As forças armadas não devem permitir, dentro da legalidade, que tal novela seja exibida, pelos motivos óbvios abaixo declarados. Convém salientar que as forças armadas já se manifestaram negativamente a respeito da novela Amor e Revolução”.

E completou: “sendo assim, o efetivo da forças armadas, tanto da ativa como inativos e pensionistas, vêm respeitosamente através desse abaixo assinado, como um instrumento democrático, solicitar do digno Ministério Público Federal, representado acima, providências em defesa da normalidade constitucional, vista o cumprimento da lei de anistia existente, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal. Nestes termos pede deferimento em caráter urgentíssimo”.

Procurada pelo NaTelinha, a colaboradora de Tiago Santiago na novela, Renata Dias Gomes, comentou que “felizmente a ditadura e a censura acabaram e hoje a gente pode contar uma história sem medo. Ou deveria poder”.

 

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