Leitura em Foco 041 – O Mandarim, de Eça de Queirós


Olá pessoal! Está no ar mais um “Leitura em Foco”. Hoje falaremos sobre o livro “O Mandarim”, de Eça de Queirós. Vamos lá?

Um dos mais importantes escritores lusos, Eça de Queirós, ao longo de sua carreira, publicou cerca de 30 obras. De modo singular, molda seus trabalhos com maestria.

Em “O Mandarim”, torna-se perceptível um conjunto de fantasias e inverossimilhanças. Por ser antagônico à tendência estética dominante em 1880, analista e experimental, não foi visto com bons olhos.

Monotonia, finanças modestas, existência rotineira e medíocre fazem parte do cotidiano de Teodoro, bacharel e amanuense do Ministério do Reino. O personagem principal anceia por uma vida recheada de riquezas e prazeres.

Ao ler o capítulo “Brecha das Almas” de um antigo livro, o funcionário público, convencido por um ser enigmático, mata o Mandarim, transformando-se em herdeiro de sua vultosa fortuna. A partir de então, a luxúria ganha predominância e uma aventura demasiadamente instigante principia.

Culto ao incomum das paisagens e civilizações, alegorias e teor moralizante são as características centrais do exemplar.

O autor, em carta enviada ao editor da Revue Universelle, discorreu sobre o romance: “Um conto fantasista e fantástico, onde se vê ainda, como nos bons velhos tempos, aparecer o diabo, embora vestindo sobrecasaca, e onde há ainda fantasmas, embora com ótimas intenções psicológicas. Entretanto, justamente porque esta obra pertence ao sonho e não à realidade, porque ela é inventada e não fruto da observação, ela caracteriza fielmente, ao que me parece, a tendência mais natural, mais espontânea do espírito português.

Neste livro, Eça, de maneira perspicaz, produz uma narrativa sobre a ganância, o interesse que domina as relações entre os indivíduos e, ao término, enfatiza que o crime, de fato, não compensa. Uma crítica sócio-política formidável. Recomendo! 

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Pesquisa: Estudo constata que 44% dos professores de SP já sofreram agressão nas escolas


Editoria de Arte/Folhapress

Pesquisa realizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) constatou que 44% dos professores estaduais já sofreram algum tipo de agressão, seja física, verbal ou assédio. Dos ouvidos, 84% afirmaram que, em 2012, souberam de algum caso de violência nas escolas em que ensinam.

Segundo 74% dos 1.400 docentes entrevistados, a falta de educação está entre os principais motivos que proporcionam este panorama indecoroso.

Para Mario Sergio Cortella, filósofo e doutor em Educação pela PUC-SP, o afastamento entre pais e filhos, comum nos grandes centros urbanos, dificulta a transmissão de valores importantes para os jovens. Na opinião de Cortella, a violência que explode dentro da escola vem da realidade dos alunos.

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Rachel Sheherazade sobre polêmica do leite adulterado: “Ganância criminosa”


Leite adulterado no Rio Grande do Sul
Uma investigação do Ministério Publico do Rio Grande do Sul constatou que, com o objetivo de aumentar os ganhos de 6 empresas de transporte, 100 milhões de litros de leite foram misturados com água insalubre e ureia (produto cancerígeno). A fraude resultava em 10% a mais de lucro.

Rachel Sheherazade falou sobre o assunto. Assista:

Um sórdido crime contra o consumidor e a saúde pública. Qual a sua opinião? Comente! 

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PEC 37 e a supremacia da impunidade


A PEC 37 almeja tornar exclusiva a investigação criminal pelas Polícias Civil e Federal, excluindo o Ministério Público e outras instituições. Sendo assim, nota-se que esta Proposta de Emenda à Constituição proporcionaria uma supremacia da impunidade.

No Programa do Jô, Ricardo Machado, procurador-geral de Justiça do Ceará, opinou sobre o tema: “A PEC 37 vai na contramão da história, tanto levando em consideração o ordenamento jurídico interno como a ordem jurídica internacionalSe hoje todos investigando ainda há muita impunidade no Brasil, imagine suprimindo a atribuição de investigação destas outras instituições”.

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, criticou: “A sociedade brasileira não merece uma coisa dessa”. 

Vale lembrar: Apenas nos países Indonésia, Uganda e Quênia o Ministério Público é impedido de investigar.

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Canal Livre: Desembargador Luis Soares de Mello Neto discorre sobre a maioridade penal


Canal Livre sobre a maioridade penal
Com a ascensão dos casos de infração envolvendo menores, o tema maioridade penal tem ganhado demasiada notoriedade. No último domingo, 05, o desembargador Luis Soares de Mello Neto discorreu sobre o assunto no programa Canal Livre. Assista: 

Constituição Federal - Art. 228: São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial.

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Datafolha: Pesquisa revela que 39% dos paulistanos aceitam ou desejam uma Ditadura


A Ditadura é um tipo de governo marcado por centralização, autoritarismo e supressão das liberdades (individuais e coletivas). Apesar disso, uma pesquisa do Datafolha realizada na cidade de São Paulo constatou que 39% dos paulistanos consideram esta maneira de administrar uma nação aceitável ou desejável. Confira:

  • 53% dos entrevistados concordaram com a afirmação: “democracia é sempre melhor do que qualquer outra forma de governo”.
  • 20% escolheram: “tanto faz se o governo é uma democracia ou uma ditadura”.
  • 19% optaram: “em certas circunstâncias, é melhor uma ditadura do que um regime democrático”.
  • Os 8% restantes não souberam responder.

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Joaquim Barbosa afirma que Justiça pune de modo antagônico ricos e pobres


Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, em debate na Costa Rica, discorreu sobre a desigualdade presente no sistema judicial. Na opinião do ministro, a Justiça pune de maneira antagônica ricos e pobres.

“As pessoas são tratadas de forma diferente de acordo com seu status, sua cor de pele e o dinheiro que têm. Tudo isso tem um papel enorme no sistema judicial e especialmente na impunidade, afirmou.

Segundo Barbosa, há uma relação antiética entre juízes e poderosos advogados: “Essa pessoa poderosa pode contratar um advogado poderoso com conexões no Judiciário, que pode ter contatos com juízes, sem nenhum controle do Ministério Público ou da sociedade. E depois vêm as decisões surpreendentes: uma pessoa acusada de cometer um crime é deixada em liberdade.

Apesar disso, Joaquim garantiu que o Poder Judiciário nacional é confiável e forte.

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