Arquivos da Categoria: Papo Sério

Papo Sério 019 – Violência contra a mulher, uma realidade indecorosa


A agressão contra a mulher é uma realidade indecorosa no Brasil. Segundo pesquisa, 4 entre 10 mulheres brasileiras já foram vítimas de algum tipo de violência doméstica.

O artigo 2º da lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, é categórico: “Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.

O programa “Artigo 5º”, exibido pela TV Justiça, discorreu sobre o tema com a delegada-chefe adjunta da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) Ângela Maria dos Santos e a assessora técnica do CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria) Leila Rebouças. Assista:

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Papo Sério 018 – As ações antrópicas e os tons opacos do céu


Na última sexta-feira, 10, a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos constatou que o nível de dióxido de carbono concentrado na atmosfera do Hemisfério Norte atingiu recorde histórico, ultrapassando a marca de 400 ppm (partes por milhão).

O pesquisador Pieter Tans falou sobre assunto: “O aumento não é uma surpresa para os cientistas. A evidência é conclusiva: o forte crescimento das emissões globais de CO2 como consequência de queimar carvão, petróleo e gás natural está impulsionando esta aceleração.”

Nota-se que há uma uma linha tênue entre as ações antrópicas e a devastação ambiental pela qual prestigiamos. Na mesma medida que existe um acúmulo de riquezas, enquanto o céu ganha tons opacos, a dilaceração do planeta torna-se mais transparante aos nossos olhos. Millôr Fernandes, em sua peça “Computa, computador, computa”, foi categórico: “O homem é o câncer da Terra. Pois é: corrompe a natureza, fura túneis, empesta o ar, emporcalha as águas, apodrece tudo onde pisa.”

Para amenizar as consequências dos atos humanos, a conscientização é imprescindível, a ação, impreterível. Qual a sua opinião? Comente! 

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Papo Sério 017 – Da decadência do império português ao atual panorama político-social


Em 1808, a família real de Portugal fugiu em direção ao Brasil. Intimidada pelas tropas de Napoleão Bonaparte, abandonou um império em decadência para assumir uma embrionária colônia. Esta metamorfose estrutural transformou de modo acentuado a história de nossa pátria.

Ao redor de turbulências e caos, nascia um novo reino. Sendo assim, torna-se perceptível que a consolidação nacional se deu por intermédio do declínio da monarquia portuguesa. Desta maneira, foi constituído um panorama administrativo demasiadamente fragilizado.

A escassez de recursos e o atraso nas ideias políticas e nos costumes haviam transformado Portugal numa terra nostálgica, refém do passado e incapaz de enfrentar os desafios do futuro. Numa época em que a Revolução Industrial britânica começava a redefinir as relações econômicas e o futuro das nações, os portugueses ainda estavam presos ao sistema extrativista e mercantilista, sobre o qual tinham construído sua efêmera prosperidade três séculos antes”, afirma categoricamente o jornalista e estudioso Laurentino Gomes.

A partir da improvisada chegada, as mazelas começaram a rastejar pelas incólumes terras da região. Distante das inovações vividas pelas potências europeias e presa ao passado, a arruinada corte trouxe em suas bagagens a corrupção, desigualdade social e outras características perniciosas.

Em síntese, o Brasil, como nação, surgiu em meio à uma desordem generalizada. Infelizmente, esse princípio histórico é a raiz, origem, de muitos dos males que assolam o nosso atual cenário político-social.

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Papo Sério 016 – Escravidão moderna, uma realidade sórdida


A história brasileira está marcada por um passado sombrio, tenebroso. Na escravidão, os negros eram tratados com selvageria, considerados meros objetos de desvalor. Após lutas intermináveis, em 1888, a Lei Áurea extinguiu o sistema escravista.

Hoje, muita gente trata a escravidão como uma simples recordação de um período que chegou ao fim. Infelizmente, ela está longe de terminar. Para se ter uma ideia, segundo o Grupo Especial de Fiscalização Móvel, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no ano de 2012, 2.094 pessoas que estavam vivenciando condições de trabalho equivalentes à escravidão foram libertas. No Brasil, há milhares de indivíduos “trabalhando” em circunstâncias abomináveis.

Esforços incessantes, castigos sórdidos, salários inexistentes, quem diria, estas características ainda contemplam a realidade de milhares de nossos patriotas. A chamada escravidão moderna destrói lares, arruína vidas.

Assista à esta brilhante palestra de Kevin Bales, professor de Sociologia da Universidade de Roehampton em Londres:

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Papo Sério 015 – Catástrofes naturais, uma guerra pela sobrevivência


Com a difusão da industrialização, o ser humano optou pela obtenção incessante de capital. Esta decisão trouxe à tona milhares de consequências irreversíveis. Sem temer, a humanidade dilacerou os recursos ambientais, desordenou o clima do planeta.

Não obstante, catástrofes naturais tornaram-se corriqueiras, devastadoras. Em uma vingança involuntária, a natureza responde com violência às inúmeras atrocidades que o homem cometeu. Uma guerra pela sobrevivência.

Aquecimento global, maremotos, terremotos, furacões, fenômenos destruidores, capazes de aniquilar existências, moradias, cidades. Estima-se, por exemplo, que em 2020 uma considerável porcentagem do território mundial estará submersa.

Para toda ação, há uma reação, enfatiza a famosa Lei de Newton. Após ser demasiadamente agredido, o meio ambiente está reagindo ferozmente. Para amenizar este panorama de horrores, é necessário preservá-lo e criar medidas para punir os indivíduos que contribuem com a sua extinção.

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Papo Sério 014 – Robôs consumistas…


No sistema capitalista há a predominância de uma alienação marcada pelo consumismo exacerbado. Multinacionais, conglomerados comerciais e TV propagam uma noção sombria onde a absorção de supérfluos sobrepuja a felicidade plena.

Com a ascensão do capitalismo mercantil a partir das grandes navegações, os centros consumidores expandiram-se, fazendo com que o consumismo originasse uma alternativa preguiçosa para a obtenção de uma vida repleta de hedonismos.

No Brasil, diariamente, mais de 30 milhões de pessoas prestigiam à televisão aberta. Influenciados por ações publicitárias, indivíduos vão ao encontro de um padrão existencial destruidor. Abdicar utopicamente da realidade torna-se uma atitude trivial.

Em sua obra “A Ditadura da Beleza”, Augusto Cury discorre sobre as consequências da repressão imposta pelos modelos sociais. Jovens, alucinados, se auto-mutilam em nome do protótipo global.

“Ser ou não ser?”, perguntou o enigmático Hamlet, personagem do livro homônimo de William Shakespeare. Transpondo esta indagação para o panorama atual, fica perceptível que a humanidade deixou de ser, existir, para se transformar em um mero robô consumista.

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Papo Sério 013 – A isonomia e um sistema falido…


Em meados de 461 a.C., o general Péricles instaurou a democracia na Grécia. Uma das principais características do regime era a isonomia, ou seja, igualidade de todos perante a lei. Naquele período, qualquer indivíduo que agisse adversamente às regras, sofreria penalidades irrefutáveis. No Brasil, a situação é desconforme, jovens abusam da autonomia jurídica e cometem atrocidades perniciosas.

O artigo 228 da Constituição afirma que são totalmente inimputáveis os menores de 18 anos. Assim, milhares ficam à mercê da criminalidade. Por conta da liberdade, o medo e a delinquência sobrepujam a paz. Estudos da Universidade de São Paulo apontam que entre 1960 e 2004 o número de ocorrências de furtos envolvendo adolescentes aumentou em cerca de 170%.

O tráfico de drogas possui um poder atrativo sem precedentes. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, os traficantes com faixa etária de 11 a 17 anos recebem em torno de R$ 12 mil mensais. Os valores são exorbitantes pois a possibilidade de um menor ser preso é inexistente, fazendo com que o negócio seja demasiadamente lucrativo.

Em entrevista à TV Cidadania, Eduardo Pereira Leite, membro da Ordem dos Advogados do Brasil, disse que a reclusão é um sistema falido. Para o magistrado, o estado não consegue reeducar os criminosos. Sendo assim, para amenizar este panorama lesivo, é necessário investir na educação e em programas de inclusão social.

E aí, qual a opinião de vocês? Comentem!

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Papo Sério 012 – Oito milhões de brasileiros já experimentaram maconha



Estudos da Universidade de São Paulo constataram uma realidade alarmante, preocupante. Segundo a pesquisa, 8 milhões de brasileiros já experimentaram maconha. Número este que representa 7% da população do Brasil. 60% dos atuais usuários começaram a usar a droga antes dos 18 anos. Portanto, torna-se perceptível que o governo deve criar medidas para conscientizar os jovens e alertar, sem respaldo, sobre os inúmeros problemas que a substância causa. É necessário mostrar a realidade nua e crua. 

Legalização da maconha

O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas apontou que 75% dos habitantes são contra a legalização da maconha. Milhares são os transtornos relacionados ao narcótico, tais como, surtos psicóticos, alto grau de ansiedade e extrema dependência. Como disse Jairo Bouer: “A maconha não é uma droga tão inocente quanto muita gente imagina”. 

Em nossa pátria, as marchas a favor da descriminalização da substância se multiplicam muito rapidamente. A luta não é recente. Dados comprovam que entre 1980 e 1990 o debate ganhou forças. Bo Mathiasen, representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, contrariando os adeptos à tese, salientou que a legalização não reduz a criminalidade.

Efeitos no organismo

E vocês, o que acham sobre a legalização da maconha? Comentem!

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Papo Sério 011 – Pena de Morte, uma punição coerente?


Ao assinar uma lei extinguindo a pena de morte nas Filipinas, a presidente Glória Macapagal Arroyo afirmou que a mudança marca o fim de uma era de justiça vingativa. Mais do que uma retaliação sem precedentes e irracional, a condenação mórbida é uma sentença que se contrapõe aos direitos humanos, materializando um retrocesso macabro, tétrico.

No Brasil, a pena de morte deixou de existir em meados de 1889. Ao longo de décadas, inúmeros foram assassinados em nome do estado. Joaquim José da Silva Xavier, ou melhor, Tiradentes, foi um dos desafortunados. No ano de 1876, o escravo Francisco tornou-se o último indivíduo a ser executado por motivos criminais.

A sanção mortífera não diminui a criminalidade, aponta Relatório do Centro de Informação da Pena de Morte. Percebe-se que há um excedente de gastos e uma demora na resolução dos casos. Na Califórnia, Estados Unidos, por exemplo, são investidos cerca de 140 milhões de dólares anualmente. Caso a verba fosse destinada ao combate da delinquência, os resultados poderiam ser animadores.

Entrevistando 2 mil pessoas, a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira revelou que 46% da população nacional é a favor da adoção do julgamento mortal. Na opinião pública, a impunidade é uma das principais razões para o aumento da violência.

Desumana, impiedosa, maléfica, a pena de morte é um reflexo da incredulidade da sociedade mundial. Atualmente, a crença na metamorfose do ser humano transformou-se em algo raro, peculiar. Já dizia Augusto Cury: “Violência gera violência, os fracos julgam e condenam, porém os fortes perdoam e compreendem”. Seria o assassinato em nome da justiça uma punição coerente?

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Papo Sério 010 – Neonazismo, um retrocesso tenebroso


Racismo, etnocentrismo, xenofobismo, singularidade cultural, intolerância, características conceituadoras do neonazismo. Albert Einstein foi categórico: “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Nos últimos dias, percebe-se um acentuado crescimento dos números de casos relacionados à antepaixão. Estaríamos enclausurados em um retrocesso tenebroso?

Organizações racistas marcadas pelo irracionalismo exacerbado. Grupos fixados em distintas regiões, mas com ideologias análogas, cruéis, perversas. Tendo como objetivo principal disseminar a maledicência, seres truculentos seguem os caminhos de Adolf Hitler, preconizando ações desumanas, atos catastróficos.

Gerd Stüwe, cientista social e professor da Universidade de Frankfurt, afirmou que o temor de perder espaço e ter seu habitat invadido faz com que indivíduos inseguros usem a agressão como forma de autoproteção. Por sua vez, Marcia Regina Costa, doutora em Ciências Sociais, enfatizou que o narcisismo, culto ao corpo, é corriqueiro entre os membros das facções preconceituosas.

Em um holocausto contemporâneo, existências são aniquiladas, almas exterminadas, vidas molestadas. Discursando, Martin Luther King disse: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Portanto, para combater tamanha atrocidade, a ação da população torna-se indispensável. Deve-se deixar de lado a omissão.

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Papo Sério 009 – Alcoolismo, um consumo catastrófico


O alcoolismo representa um sério problema da atual sociedade brasileira, mas foi enraizado desde os primórdios da nação. Em 1500, por exemplo, relatos de jesuítas revelam que os índios eram bêbados ávidos. Na época, já se sabia os malefícios do álcool. Francisco Carneiro, reitor do colégio jesuíta, afirmou em carta a Portugal que a bebida provocava brigas, adultérios, ferimentos e mortes entre os nativos.

Com o consumo excessivo, o álcool pode trazer diversos problemas, tais como, perda da concentração e autocontrole, o ritmo cardíaco apresenta alterações, falência múltiplas dos órgãos e deficiência de vitaminas. Sendo assim, a substância é bastante nociva para o usuário. Estudos da Universidade de Estocolmo revelaram que o mesmo causa tantas mortes quanto o fumo. A bebida está relacionada à mais de 60 doenças diferentes.

Com a adoção do Código de Trânsito em 1997, prevê-se penalizações severas para um indivíduo que dirige embriagado. Infelizmente, a fiscalização é ineficaz. Segundo a Universidade de São Paulo, o álcool é apontado como causa de mais de 50% dos acidentes com mortes. Além disso, sob sua influência, crimes, roubos e brigas tornam-se corriqueiros.

Para diminuir a utilização, deve-se criar medidas conscientizadoras e controlar demasiadamente a sua venda. A rede inglesa BBC indicou uma solução hábil, a elevação do valor da bebida, o que causaria um menor consumo por parte da população.

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Papo Sério 008 – Devastação ambiental, o futuro torna-se uma incógnita


Nos últimos 20 anos, mais de 300 milhões de hectares de florestas foram completamente devastados, a emissão de gás carbônico aumentou cerca de 36%. Dados alarmantes, preocupantes, reflexo de ações nefastas, egoístas, em nome do lucro.

A destruição das áreas ambientais começou por volta do século XX, com a chamada Primeira Revolução Industrial. O poder econômico cresceu, em contrapartida, a situação ambiental do mundo tem tido um retrocesso avassalador. A perda dos recursos naturais acentua-se demasiadamente, animais são expulsos de seus lares, extintos.

A desordem sem precedentes está apenas começando. Para se ter uma ideia, a cada 2 segundos, uma área do tamanho de um campo de futebol é desmatada. Empresas, estampando o lema do desenvolvimento sustentável, derrubam árvores, invadem o habitat de antagônicos seres, alteram o ecossistema e prejudicam o equilíbrio da natureza.

Para reverter esta situação vergonhosa, é necessário criar programas que literalmente combatam com eficácia a devastação ambiental, a fiscalização deve ser rigorosa. Conscientizar a população é uma obrigação urgente. Anarquia climática, oceanos poluídos, ar atmosférico assassino, florestas aniquiladas, animais mortos, caso não lutemos para amenizar este panorama maléfico, o futuro reserva-nos tristes consequências e passará a ser uma mera incógnita.

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Papo Sério 007 – Cigarro, um assassino em série?


Um bilhão de fumantes no mundo, trezentas mil mortes anualmente, todo dia, três mil jovens aderem ao vício. Números demasiadamente preocupantes, devastadores, assustadores. Seria o cigarro um assassino em série?

O cigarro faz neblina de meus pensamentos“, afirmou a célebre autora Catharine Lim. Metaforicamente, a escritora fez alusão à uma das principais consequências que o cigarro causa no ser humano, redução do coeficiente intelectual. Segundo estudos da Universidade de Michigan, o tabaco afeta a capacidade de raciocinar dos indivíduos.

Pesquisas constataram que a nicotina, em apenas oito segundos, tem um potencial para viciar comparado ao da heroína. A substância movimenta bilhões de dólares por ano, causando envelhecimento precoce, aumento de risco de catarata e câncer de boca. Além disso, os problemas pulmonares e cardiovasculares tornam-se inevitáveis.

Dando lucro ao capitalismo, o cigarro destrói vidas, corrompe sonhos, dissipa esperanças. Para erradicar este mal, é necessário restringir a sua venda, conscientizar a população e investir em programas de reabilitação. Tabaco, mais do que um vício, um trucidador da sociedade contemporânea.

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