
Em meio a um panorama de gastos e investimentos infindáveis, a Copa do Mundo de 2014 é um reflexo dos contrastes brasileiros. Dinheiro de sobra destinado a supérfluos, corrupção quando o assunto é melhoria plena. Dedicação sem pudor em algo derradeiro e descaso nas reformas duradouras.
Segundo a presidente Dilma Rousseff, R$ 47 bilhões serão destinados à infraestrutura para o torneiro. Por enquanto,
escolas vivem em situações precárias. Faltam professores e educação de qualidade. No Brasil, é preferível investir em uma paixão, o futuro dos estudantes não faz parte dos planos.
A expectativa é que os jogos abram 330 mil novos empregos. Se comparado ao número de desempregados, a estatística é ínfima, representa apenas 17%. Ao invés de abrir programas que beneficiem famílias sem renda, constroem estádios arquitetônicos e se vangloriam por tal feito.
Para o governo, a Copa contribuirá com o projeto de desenvolvimento da nação. Melhorias na segurança e vias públicas são os destaques. Só haverá crescimento quando os milhões de habitantes que vivem em situações desumanas tiverem melhores condições. Esta não é uma preocupação dos políticos.
Falta muito para o Brasil ser considerado um país de primeiro mundo. Deve-se deixar de lado o zelo com banalidades e investir no que realmente importa. É necessário lutar pelos direitos dos cidadãos, espalhando uma onda de otimismo e euforia. Não basta querer, a ação é primordial.


Esse texto é reflexão.
=D