AJ Entrevista: Raphael Polito fala sobre sua carreira de jornalista e trabalho na Record


Raphael Polito tornou-se sinônimo de um jornalismo de primeira. Cheio de credibilidade, conquistou fãs no Brasil inteiro por não ter medo de escancarar as mazelas da nossa sociedade.

Atualmente, ele apresenta o “Balanço Geral” na Record Belém. Confira uma entrevista exclusiva que eu fiz com ele:

apresentadorVocê é formado em Comunicação Social com habilitação em jornalismo. Quando você decidiu tornar-se um jornalista?

Sou formado pela Universidade do Vale do Itajai, de Santa Catarina. Sempre gostei de assistir jornais na televisão. Sentia-me atraído, ainda pequeno, pelos fatos da realidade contados como histórias na TV. Minha referência decisiva na escolha foi o antigo Cidade Alerta. Um clássico. Brincava com um amigo que fingia ser câmera-man, enquanto eu segurava um microfone de mentira feito com rolo de papel higiênico. Desde aquela época já me imaginava em operações da policia. Eu dizia: “Corre Juanir, corre Juanir…” (risos). Era muito divertido. Meu amigo, que não se chama Juanir, (risos), hoje, esta na área de tecnologia. Ele só curtia mesmo a farra. Eu já gostava da “coisa”. Na época acho que eu tinha uns 6, 7 anos.

Com passagem por Florianópolis, São Paulo e Santos, atualmente você trabalha na Record Belém. Como  se deu esta passagem do Sul-Sudeste para a região norte?

Tive a grande chance de conhecer boas e diferentes cidades, de vários estados. Com o Pará não foi diferente. Uma proposta surgiu com necessidade urgente de mudança. E como fiz em outros bons lugares, aceitei o desafio. No começo sofria muito com o calor, mas tenho tentado me adaptar. Tive que me acostumar também com a distância dos amigos e parentes que estão espalhados pelo Sul e Sudeste. Outra barreira foi a própria emissora. Chegando aqui, eu e os colegas que vieram de fora, encontramos profissionais, infelizmente, despreparados. Mas, por vontade de todos, principalmente deles, o trabalho duro, insistente e de garra, virou o jogo em poucos meses e os números mostram que estamos no caminho certo.

Você é conhecido por cobrir assuntos policiais. Qual a maior dificuldade de ser um jornalista voltado para esta área?

Hoje trabalho com isso. Mas já enfrentei todas as áreas, inclusive a econômica, quando fui repórter no mercado financeiro. Hoje em dia, ser jornalista implica uma qualidade múltipla. É preciso gostar da profissão acima de tudo. Olhando friamente para a situação do jornalismo voltado para a área criminal, vejo que a principal barreira vem de dentro pra fora. A maioria dos canais ainda possui relutância ao exibir certos detalhes e assuntos. Além disso, não e fácil encontrar colegas dispostos ao risco diário. É preciso coragem e audácia de sobra pra se conseguir de fato um bom material. O medo, pra mim, não está na lista. Ele nunca fez parte dela.

O jornalismo da Record Belém constantemente alcança ótima audiência e já virou mania no Pará. Como é a sua relação com o público?

Minha relação com o público é a melhor de todas que já tive no Brasil. Aqui, a resposta ao trabalho é imediata. As pessoas tem uma identificação com nosso dia-a-dia diferente do restante do país. A população se identifica com aquilo que produzimos todos os dias e tento, na medida do possível, atender a todos os pedidos. Acho espetacular o retorno de cada um que me procura pra pedir algo, agradecer, ou simplesmente dar um sorriso no supermercado. Essa resposta não tem preço, e valorizo muito, com todo carinho.

Além de jornalista, você é diretor e roteirista, sendo duas vezes finalista do Festival de Cinema de Gramado. Quando o assunto é produção cinematográfica, quem é o seu grande ídolo?

É verdade! (risos). Foi uma fase muito gostosa da minha vida. Tive a chance de conhecer um outro mundo que tem relação completa com o jornalismo, com a televisão, ao mesmo tempo, e ainda tão diferente. A escola foi válida para me dar possibilidade de possuir características que me tornam um diferencial no mercado. Ser diferente, ter qualidades a mais no currículo e na trajetória fazem muita diferença num mercado tão competitivo. Os mestres do cinema vivem na minha memória e no meu coração. Adoro tantos que é difícil citar, mas assim de cabeça, da pra lembrar de: Alfred Hitchoc, Coppola, Scorsese, Wood Allen, Spilberg, e tantos outros. O curioso é que Hitchoc, um diferencial pra mim e para o mundo das Artes, faz aniversário no mesmo dia que eu, 13 de agosto. Curiosidades da vida (risos).

Atualmente, muito se fala que o mercado de trabalho para um jornalista está bastante saturado. Que dica você dá para uma pessoa que quer seguir a carreira?

A palavra hoje é: VERSATILIDADE. É preciso ser camaleão no mercado da comunicação. Ainda mais pra quem deseja um dia ser repórter. As empresas midiáticas precisam e querem cada vez mais profissionais capacitados para tudo. No português claro, um jornalista “para o que der e vier”. Ainda mais no começo de carreira. A dica, em primeiro lugar, é fazer o que se ama. Em segundo, fazer com muita vontade. Em terceiro, não ter medo de trabalhar muito. Em quarto, não criar expectativas. Em quinto, ser exigente consigo mesmo. E por último, manter sempre e acima de tudo, a boa e velha humildade.

Para finalizar, deixe uma mensagem a todos seus fãs. 

Uma mensagem…(risos). O que tenho a dizer é baseado no estudo, no pensamento, na Fé e na esperança de um cara que admiro muito. Não só por acreditar no mesmo que ele, mas por ter seus exemplos como grande marca na minha vida pessoal e profissional. Esse cara é Chico Xavier. Independente de religião. Certa vez ele disse: “Embora ninguém possa voltar e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. Chico sabia que a diferença entre o hoje e o amanhã poderia ser pura e simplesmente explicada por uma única atitude. Por isso, sempre digo, a todos aqueles que tenho contato: Lute hoje, lute amanhã, lute sempre por aquilo que você acredita. Ninguém é melhor do que você mesmo para superar as dificuldades. Elas vão sempre existir. A frase, pra mim, simboliza demais minha profissão, porque, em Jornalismo, cada dia é um novo começo. Não há reporter, não há apresentador, produtor, editor, gerente, qualquer um que simplesmente saiba tudo. Cada dia é um dia. Cada dia é um novo começo. De novos fatos, novos personagens, novos sentimentos. Por isso, ser jornalista é muito mais do que se imagina. Nosso dia-a-dia nunca é rotina para os que realmente amam uma boa e bela história.

Muitíssimo obrigado Raphael por este bate-papo sensacional! Sucesso em sua carreira e felicidades…

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2 Comentários

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2 Respostas para “AJ Entrevista: Raphael Polito fala sobre sua carreira de jornalista e trabalho na Record

  1. claudia lopes

    polito vc e o carequinha mais charmoso da tv brasileira.parabens muito sucesso!

  2. Rede Record é neo-rival da Rede Globo.

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